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Anatomia de uma Queda, 2023 - Justine Triet

  • MOZAICO
  • 2 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de dez. de 2025

Nome: Fernando Fernandes

R.A: 12523223837


A FRANÇA ERROU!?

O não reconhecimento de um grande filme!


"Anatomia de uma Queda" (2023), filme francês da diretora Justine Triet, traz como protagonista a talentosa Sandra Hüller, que em um ano mágico esteve em dois filmes indicados ao Oscar. Um filme com uma polêmica: a não indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional por parte da França!


"Anatomia de uma Queda" conta a história de Sandra, uma escritora que se torna a principal suspeita da morte do marido, encontrado morto em casa. O tribunal é um fator muito importante, já que a trama é contada por fragmentos e entendemos a história aos poucos. A exibição de áudios e relatos vai nos dando pistas sobre onde e como olhar o caso.


Sandra é interpretada pela atriz Sandra Hüller, que mostra sua versatilidade indo de uma atuação segura e calma a momentos mais explosivos, como no final do filme, quando o áudio de uma discussão acalorada é apresentado no tribunal.


A ótima direção aposta em momentos de conexão com a personagem usando a teoria da sutura, que, por meio do aparato tecnológico, nos puxa para dentro da história. Há, por exemplo, dois interrogatórios no filme em que essa técnica é usada. Planos longos e com zoom nos deixam tão imersos que sentimos cada informação sendo passada.


No filme, isso fica muito claro nesses dois interrogatórios. Os planos longos, o zoom que se aproxima devagar e a forma como a câmera muda de ponto de vista fazem a gente entrar na pele da personagem quase sem perceber. É como se o filme dissesse: “vem cá, olha isso de perto comigo”. É esse truque que críticos chamam de “ilusão de presença” que faz a gente se sentir lá dentro da cena, sentindo o peso de cada palavra. A direção usa isso de um jeito tão natural que, quando percebemos, já estamos totalmente costurados à história.


Isso também se dá pela excelente atuação de Sandra, que se destaca no filme. E não podemos deixar de falar do ator mirim Milo Machado Graner, o filho da personagem, responsável pela cena mais emocionante do filme. Ele entrega a inocência que esperamos de uma criança e a sua própria realização do que aconteceu.


A forma como a mídia retrata casos como esse também é abordada: a falta de cuidado na forma como a informação é transmitida e a manipulação dos fatos. Vale aquela máxima de que o que importa é o que chama atenção, independentemente do quão danoso seja.


E, mais interessante do que mostrar a conclusão, o filme traz a perspectiva e as consequências na vida da personagem principal: como ela é afetada pelo luto e pela exposição pública, que acontece de maneira sexista e sem qualquer cuidado.


Por fim, preciso fazer uma menção honrosa ao cachorro Messi, que além de muito fofo, é um ótimo ator. A não indicação desse filme para o Oscar de melhor filme internacional deixa um gosto amargo, pois suas chances eram grandes e merecia tal reconhecimento, tal qual sua diretora, que foi reconhecida com a indicação a melhor diretora. Obviamente o Oscar não é parâmetro, já que é uma premiação Americana com um modo de conduta um pouco suspeito mas ainda sim muito respeitada.

 
 
 

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